História


Smdf no terreno IMG_3789 (2).jpgO projeto de Vermelhos foi idealizado por Samuel Mac Dowell de Figueiredo há mais de 15 anos, a partir da percepção da carência generalizada de infraestruturas de uso público na região do Litoral Norte de São Paulo.

A implantação do projeto se tornou possível a partir de 2010, com a identificação do terreno adequado para a sua implantação, com mais de 150.000 m2 e situado entre o mar e as encostas do Parque Estadual de Ilhabela, junto à Baía dos Vermelhos. Naquele ano, foi constituído o Instituto Infrailha Cultural, hoje denominado Instituto Baía dos Vermelhos, uma entidade de direito privado de natureza cultural e sem fins lucrativos incumbida de desenvolver o projeto, executar a implantação e depois, gerir as atividades do Centro Cultural Baía dos Vermelhos.

Desde então, as instalações do complexo cultural estão sendo implantadas gradualmente. O Anfiteatro da Floresta foi utilizado pela primeira vez em junho de 2013, no evento em que o projeto de Vermelhos foi apresentado às autoridades e ao público de Ilhabela. Na ocasião, aconteceu a primeira atividade artística de Vermelhos aberta ao público, com a apresentação de uma orquestra de câmara sob regência de Júlio Medaglia e participação da soprano Edna D’Oliveira, e ainda com as apresentações da Orquestra Popular de Ilhabela - OPI e do grupo de street dance da cidade, o que representou a primeira cooperação entre a instituição e a Prefeitura de Ilhabela, através da Secretaria da Cultura e da Fundaci.

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Em 2015 foi concluída a construção do Anfiteatro da Floresta, com 220 lugares, e iniciada a implantação do Teatro de Vermelhos, com 1.124 lugares. Contando desde então com a assessoria da Artematriz Soluções Culturais, o Instituto realizou em setembro a primeira edição do seu festival, o “Vermelhos 2015 - Música e Artes Cênicas”. Em dois dias de espetáculos, apresentaram-se, no Anfiteatro da Floresta, Antonio Meneses, Cláudio Cruz, Cristian Budu, Pablo Rossi, Júlio Medaglia e Camerata, Rosana Lamosa, Andréa de Souza, Nelson Ayres Quinteto, Renato Brás, André Mehmari, Mônica Salmaso e, mais uma vez, a OPI com seu regente Almir Clemente; e no canteiro de obras do Teatro de Vermelhos, então em construção, foi realizado, em meio às pedras e estruturas metálicas que começavam a ser montadas, um espetáculo noturno com performance teatral de Denise Stoklos, exibição da São Paulo Companhia de Dança e também Paulo von Poser em performance de pintura ao vivo. A OPI, além de apresentar-se no Anfiteatro da Floresta, participou do primeiro programa de Residência Artística, em workshop realizado sob a orientação de Nelson Ayres.

Ainda em 2015, o Instituto realizou o segundo programa de Residência Artística, em trabalho conjunto do grupo de música antiga Quinta Essentia Quarteto e de Paul Leenhouts, referência mundial da flauta doce. O programa foi concluído com concertos gratuitos apresentados no Anfiteatro da Floresta e na Igreja Nossa Senhora D’Ajuda, no Centro Histórico da cidade.

Em abril de 2016, sob a curadoria da artista plástica Simone Höffling, o Instituto realizou o seu terceiro programa de Residência Artística, com as participações dos artistasBartolomeu Gelpi, Katia Canton, Melissa Lagôa e Renata Madureira.

inaug 2.jpgEm setembro de 2016, apresentou o festival “Vermelhos 2016 - Música e Artes Cênicas”, marcando a inauguração do Teatro de Vermelhos. Essa edição teve três dias de duração ocupando os palcos do novo teatro e do Anfiteatro da Floresta com apresentações da São Paulo Companhia de Dança, Júlio Medaglia e orquestra Camerata, Fabio Zanon, Camila Titinger, Cláudio Cruz e Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, Antonio Meneses, Emmanuele Baldini e Camerata Baldini, Rosana Lamosa, Jean-Louis Steuerman, Nelson Ayres e Grupo Pau Brasil, Cida Moreira, André Mehmari e a OPI em sua terceira apresentação em Vermelhos. Nos terrenos do entorno do Teatro de Vermelho, foi montada a instalação especial de obras da artista plástica Renata Barros.

Dando curso ao seu objetivo de construir parcerias com a comunidade de Ilhabela, o Instituto acolheu no Anfiteatro da Floresta no Natal de 2016 o Grupo de Dança do Núcleo Artístico Virgínia Úngari para a realização do seu evento de encerramento do ano. Em 29 de dezembro, no encerramento da temporada de 2016, realizou o seu primeiro Concerto de Ano Novo que levou para o público de Ilhabela um recital de Nelson Freire, um dos mais importantes pianistas da atualidade que se apresentou pela primeira vez na cidade.

Em janeiro de 2017 a instituição adotou a denominação de Instituto Baía dos Vermelhos, renovou os mandatos dos seus Conselheiros e elegeu uma nova diretoria executiva e operacional que passou a ser composta por Samuel Mac Dowell de Figueiredo (Diretor Geral), Giane Martins (Diretora Executiva) e Éser Menezes (Diretor Artístico).